A Liga Extraordinária (volume 1), de Alan Moore e Kevin O’Neill

Alan Moore já é um velho conhecido. Quando eu resolvi que começaria a ler histórias em quadrinhos não orientais, foi um dos nomes que mais ouvi. Ainda sofro de estranhamento com o traço dos ilustradores americanos, são muito sujos e pouco expressivos, mas aos poucos vou me adaptando.

Capa da edição da Devir, lançada no Brasil em 2003

O que gostei dessa edição da Devir é que deram uma “limpa” nos desenhos. Pude comparar dois scans diferentes e pude perceber de cara a diferença. Ah, do Alan Moore li Watchman e V de Vingaça, e agora foi o primeiro volume da Liga.

Ilustração da capa melhor detalhada e com cores mais fortes

Meu primeiro contato com a Liga foi através da adaptação cinematográfica. Achei o plot do filme genial, como nunca ninguém tinha pensado em reunir algumas das figuras mais marcantes da literatura fantástica antes?! Eu sei que o filme tem seus problemas, mas foi um ótimo meio de me levar à leitura do quadrinho.

Elenco do filme, que estreou em 2003!

No primeiro volume de A Liga Extraordinária, temos a reunião dos nossos herois (ou quase isso). Mina Murray foi a primeira contratada pela Inteligência Britânica, que para prosseguir com a missão, precisa juntar os demais membros da Liga. O primeiro deles é o Capitão Nemo, que a aguarda com o Nautilus para irem em busca de Allan Quartemain. Para surpresa de Mina, Quartemain estava praticamente morto, dominado pelo vício no ópio e em estado deplorável.

Após o primeiro resgate, e com Allan já em condições de se socializar, partem para a busca do quarto membro: Edward Hyde, ou Dr. Henry Jekyll. Com um pouco mais de dificuldade para conter o doutor em seu estado de fera, são bem sucedidos.  A seguir, é a vez de recrutarem Hawley Griffin, que está atacando um internato feminino como se fosse um espírito santo.

Devidamente reunidos a mando do Campion Bond, que age sob ordens do misterioso Sr M, eles partem para sua primeira missão de equipe, que é resgatar um artefato de grande poder das mãos do Doutor, um asiático que pretende dominar a Inglaterra. Acontece que nem tudo é o que parece, e talvez eles estejam  sendo impulsionados a lutar contra a própria Inglaterra que supunham defender.

Claro que não vou dar detalhes da narrativa aqui. Nem acredito que tenha dado um grande spoiler nesse meu resumo. Acho que Alan Moore soube usar muito bem os personagens que escolheu para fazer parte da Liga, mantendo as características originais de cada um, dosando bem a interação entre eles. Além disso, a aventura passada em finais do século XIX é interessantíssima para pensar questões de colonização.

Fica aqui minha recomendação dessa HQ, que tem continuação. Até porque o final do volume I já traz um gancho bom pra mais pano pra manga. Segue a sinopse oficial da história:

Sinopse – A Liga Extraordinária, Vol. I – Alan Moore, Kevin O’neill

Londres, 1898. A Era Vitoriana chega ao fim e o século XX se aproxima. É uma época de grandes mudanças e de estagnação, um tempo de completa ordem e caos total. Uma era em busca de campeões! Allan Quatermain, Capitão Nemo, Hawley Griffin, Dr. Henry Jekyll, Sr. Edward Hyde e a Srta. Mina Murray são esses campeões e, juntos, formam a Liga Extraordinária . Recrutados pelo enigmático Campion Bond, sob ordens do misterioso M , estes seis aventureiros trabalham a serviço do império britânico e deverão deter a todo custo o nefasto Doutor , que pretende dominar a Inglaterra e… o mundo! Mas nem tudo é o que parece. Outros fatores misteriosos e muito além do controle também estão em ação. E uma aventura sem igual tem início… Baseada nos grandes clássicos da literatura fantástica do final do século XIX, esta obra é uma edição de 192 páginas repleta de material inédito, incluindo o tão aguardado conto Allan e o Véu Rasgado , no melhor estilo das obras de H.P. Lovecraft.

Quer saber mais do trabalho do Alan Moore? Clica ai na carinha medonha dele:

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One thought on “A Liga Extraordinária (volume 1), de Alan Moore e Kevin O’Neill

  1. Já ouvi falar muito bem desse quadrinho (e muito mal do filme =P) e é uma daquelas coisas que me envergonho de não ter lido ainda. Queria também conhecer mais desses personagens clássicos da literatura inglesa. Vergonha em dobro, então. Alan Moore (é medonho mesmo) parece que não dá uma bola fora.

    Até mais, menina. o/

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