Penelope, de Marilyn Kaye

Vamos tirar a ferrugem de postagens por aqui, especialmente de resenhas.

Semana passada li um livro muito bom, muito bonitinho e cativante. Já estava com Penelope há um bom tempo aqui em casa, empréstimo da resenhista sazonal Lumena Duda (beijos pra ti, sua linda).

Capa do livro ❤

Penelope Wilhern tem tudo o que uma garota pode querer: uma família rica e da alta sociedade, um quarto adorável e muitas roupas de estilistas famosos. Mas nem tudo é perfeito e ela tem um problema… foi amaldiçoada com um nariz de porco, e a maldição só será quebrada quando algupem de sua mesma classe social aceitá-la como ela é.

Isolada do mundo pela família envergonhada, Penelope precisa entrevistar uma fila de solteiros esnobes na tentativa desesperada de encontrar um marido e acabar com a maldição. Mas ela deseja muito mais da vida e, depois que os planos de sua mãe e uma casamenteira profissional desandam, ela resolve fugir e cair no mundo em busca da liberdade.

Penelope é um conto de fadas moderno, encantador e divertido, que ganhou as telas de cinema em uma produção de Reese Whiterspoon, estrelada por Christina Ricci.

Penelope apareceu primeiro nas telas de cinema, roteirizado por Leslie Caveny, em 2006. Acredito que pela fofura e pelo sucesso que teve esse conto de fadas super atual, o roteiro foi adaptado para livro.

Particularmente, não me lembrava de ter visto algo sobre o filme, ou livro, antes de ver o cartaz no quarto de uma amiga e de Lumena me emprestar seu livro. Não procurei sinopses, muito menos resenhas a respeito, e querem saber? Foi a melhor coisa que eu fiz. Peguei o livro para dar uma olhada antes de dormir, e ver se valia a pena a leitura, e só larguei o livro quando terminei de ler, 3 horas depois.

Cartaz do filme

O que mais me chamou atenção nessa história é a ausência da realeza. Penelope não é uma princesa, apesar de ser tratada por sua família como uma. Sua maldição não é dormir ou ficar presa numa torre alta, esperando por ser salva por um príncipe encantado.

Contrariando os clássicos dos contos de fadas como eles ficaram incrustados no imaginário coletivo (me refiro aqui aos clássicos da Disney), Penelope tem um defeito aos olhos da sociedade, tem um nariz de porco que veio de brinde da maldição de família muito antiga e nunca levada a sério. Em vez de se resignar a situação imposta a ela, Penelope se mostra com uma personalidade forte e consegue ultrapassar as barreiras de sua casa e insegurança.

A construção da narrativa é super envolvente, como deve ter dado para perceber com meu depoimento acima rsrsrs. O jeito como a maldição foi narrada, os encontros, a vida de clausura… tudo me soou encantador! E o melhor de tudo, é um conto de fadas que atende a formação de uma nova geração de meninas, geração essa que eu espero que não espere mofando pelo príncipe encantado montado num cavalo branco, mas que vai saber se independente no melhor sentido da palavra! Meninas que vão saber que dias melhores virão e que não é a imposição da sociedade com seus padrões malucos de beleza e de vida que vão trazer a felicidade, mas sim meninas que poderão aceitar quem são de verdade e saber procurar a felicidade onde ela estiver!

Estou com o filme em mãos, e assim que assistir volto a comentar sobre a história. Não escrevo mais por medo de soltar spoilers e tal. Mas adorei a reviravolta da maldição, e quem diria que a bruxa… Rá, só lendo pra saber!

Desde já ela está mais do que recomendada a quem é chegado num bom conto de fadas :]

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3 thoughts on “Penelope, de Marilyn Kaye

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